Cálculo
Regras determinísticas sobre dados datados produzem pesos, ordens, custos e o motivo de cada rejeição. Nenhum modelo de linguagem participa, e nenhum dado posterior à data da decisão entra.
PARA QUEM DECIDE A PRÓPRIA CARTEIRA
O Benevente calcula a carteira a partir de uma política declarada e congelada, sela o resultado com hash e entrega um dossiê. Ele não recomenda de forma autônoma, não transmite ordens e não decide no seu lugar. O que ele faz é tornar defensável a decisão que você já toma.
O valor não está em girar mais nem em prometer retorno. Está no que sobra quando alguém pergunta, três anos depois, por que aquela carteira.
A decisão de qualquer janeiro volta inteira: política vigente, dados com data de recebimento, quem entrou, quem foi rejeitado e por quê. Sem depender da memória de quem a produziu.
A mesma regra declarada roda para todo mundo do mesmo perfil. A diferença entre duas carteiras passa a ser explicável por política, não por quem preparou a planilha.
Ordem que passe de 5% do volume médio do papel falha em vez de ser enviada. Custo, lote e participação saem calculados junto da proposta.
Cada decisão sai com hash dos insumos e o registro de quem aprovou. É o que uma conferência pede e o que uma planilha não guarda.
| Perfil | Emissores | Ordens/ano | Entradas | Saídas | Giro |
|---|---|---|---|---|---|
| Conservador | 12 | 18,5 | 7,9 | 6,5 | 0,41 |
| Equilibrado | 8 | 12,3 | 5,3 | 4,3 | 0,59 |
| Arrojado | 5 | 7,6 | 3,4 | 2,6 | 0,77 |
Giro é a soma de |Δpeso| na revisão anual, contando as duas pernas. Ordens contam entradas, saídas e ajustes de posição, excluindo o CDI.
A pesquisa mediu quantas ordens cada perfil gera, e o resultado é contraintuitivo: a carteira mais conservadora gera mais ordens do que a concentrada, com metade da taxa de giro, porque carrega mais nomes. Isso está publicado no método como o que é, uma medição, e não como argumento de venda. Nenhuma cadência é calibrada por receita do distribuidor: o custo de cada uma está medido abaixo e a escolha é sua, com o número na frente.
Revisar com mais frequência tem preço, e o preço depende de quão concentrada é a carteira.
| Perfil | Anual | Semestral | Trimestral | Mensal |
|---|---|---|---|---|
| Conservador · 12 nomes | — | +0,13 pp | +0,03 pp | −0,98 pp |
| Equilibrado · 8 nomes | — | +0,23 pp | −0,96 pp | −2,30 pp |
| Arrojado · 5 nomes | — | −0,33 pp | −2,90 pp | −5,95 pp |
Nenhuma dessas diferenças é estatisticamente significativa isoladamente, com onze observações anuais, quase nada seria. O que se sustenta é o padrão, monótono nas duas direções: quanto mais concentrada a carteira, mais caro revisá-la com frequência.
Dobra os pontos de contato e não cobra nada mensurável em nenhum perfil. É a cadência que se sustenta sem custo que apareça no resultado.
Quatro encontros por ano, praticamente de graça na cesta larga. Na cesta concentrada custa 2,9 pontos ao ano, o que é caro demais para vender como acompanhamento.
Cobra em todos os perfis. Não há desenho em que ela se sustente pelo próprio resultado.
Toda apresentação do setor traz uma rentabilidade esperada. É a primeira coisa que se usa contra quem a mostrou, no primeiro ano em que o número não aparece. Aqui não há projeção de patrimônio em página alguma, e não vai haver.
O que existe é a medição da própria incerteza. Em cada janeiro, com apenas os dados daquele momento, a regra projeta um intervalo para o ano seguinte. Doze meses depois o resultado cai dentro ou fora. Em oito anos, o intervalo de 80% acertou 7 de 8 no conservador, 6 de 8 no equilibrado e 8 de 8 no arrojado, com 2025 caindo na borda da faixa do conservador, mas a mediana projetada é dois pontos otimista nos perfis que carregam mais caixa, porque a reamostragem não tinha como saber que o CDI cairia de 14% para 2,8%.
Isso é um argumento contra projeções, publicado como tal. Nenhum concorrente mostra o quanto a própria régua erra, e a régua erra na direção que favorece quem vende. Olhar para esse número é diferente de olhar para uma expectativa de retorno: uma se defende sozinha, a outra precisa que o ano coopere. Ver a medição no método.
A separação não é retórica: ela define quem responde pelo quê.
Regras determinísticas sobre dados datados produzem pesos, ordens, custos e o motivo de cada rejeição. Nenhum modelo de linguagem participa, e nenhum dado posterior à data da decisão entra.
O modelo de linguagem lê o dossiê já selado e escreve tese, riscos e perguntas para a revisão. Ele não altera peso nem escolhe ativo. Desligá-lo não muda um dígito da carteira.
Aqui é você. Uma pessoa identificada aprova, ajusta com justificativa ou rejeita. Nada vira ordem sem essa assinatura, e um ajuste manual entra no dossiê como desvio nomeado, nunca como recálculo silencioso.
O Benevente é ferramenta de apoio à sua decisão, não serviço de recomendação de investimentos. Ele não avalia o seu caso, não sugere ativo em função do seu perfil pessoal e não personaliza carteira: aplica uma política declarada e congelada antes, igual para todos, e mostra o resultado dela.
Os quatro perfis são públicos, e a carteira de cada um é a mesma para todas as pessoas que nele se enquadrem. As perguntas do aplicativo não pontuam nem otimizam: cada resposta impõe um limite, vale o mais apertado, e a conta roda no seu navegador — as suas respostas não são enviadas nem armazenadas por nós.
A decisão de comprar, vender ou não fazer nada é sua, assim como a ordem e a responsabilidade por ela. Nada aqui é recomendação individual, oferta ou promessa de resultado, e o desempenho mostrado é reconstrução histórica sob política declarada, não resultado de carteira administrada.
E o estágio é este: protótipo de pesquisa, em desenvolvimento, não produto final. A amostra confirmatória da política declarada só começa no primeiro pregão de 2027; até lá não há período algum em que o sistema tenha sido acompanhado prospectivamente. Quem usar agora está olhando um método publicado e auditável, não um produto com histórico próprio.
Baixar um dossiê real (PDF)
Cada decisão retrospectiva, onze por perfil, tem o seu, baixável em Módulos e perfis.
Qual versão congelada governou a decisão, quem a congelou e quando. Parâmetro nenhum muda depois do início da amostra confirmatória.
Painel de preços, fundamentos da CVM e universo datado, cada um com o hash do arquivo exato que foi lido.
Cada emissor rejeitado aparece com o motivo, liquidez, qualidade, prazo, teto setorial. Uma rejeição explicada é a prova de que existe critério.
Lote, participação no volume, corretagem, emolumentos, deslizamento e imposto modelado, separados do resultado posterior.
Todo ajuste manual fica registrado com autor e justificativa, ao lado do que a regra teria feito.
Depois da execução, a comparação entre a proposta e a nota de corretagem, para que o que foi executado não se confunda com o que foi proposto.