UM MOTOR · DOIS MÓDULOS · QUATRO PERFIS
Tudo o que o Benevente é, numa página.
O módulo de seleção escolhe a cesta anual com uma regra multifatorial, com uma fração declarada no exterior. O módulo de proteção reduz a exposição às ações brasileiras quando o estresse já apareceu no Ibovespa. A política vigente do Benevente declara, por perfil, quanto de cada módulo o investidor carrega, e tudo abaixo sai desse registro congelado.
Os quatro perfis
A mesma cesta. Quando a queda e a volatilidade do Ibovespa entram em alerta, parte das ações brasileiras vai para o CDI, a perna global fica parada, porque o sinal é doméstico e não se aplica a ela.
A troca que a camada representa
Lendo as duas tabelas na mesma linha: no conservador a queda máxima sai de −16,7% para −9,2% ao custo de 0,89 ponto de retorno ao ano. No equilibrado, de −26,5% para −17,9% por 0,86 ponto. No arrojado, de −35,6% para −29,0% por 0,46 ponto. A camada devolve muito mais queda do que cobra em retorno, mas não previu nenhuma crise: ela reage ao estresse já observado, com um pregão de atraso.
Um detalhe de medição que importa: no livro completo, com a perna global fora da camada, o Sharpe do excesso melhora nos três perfis (0,524 para 0,575, 0,517 para 0,615, 0,547 para 0,628). Mas medida sobre a perna doméstica isolada, a camada piora o Sharpe do conservador (0,418→0,338) enquanto corta a queda pela metade, porque o Sharpe mede volatilidade e o benefício está na cauda. Um perfil conservador julgado só por Sharpe rejeitaria a proteção de que ele mais precisa.
O que cada perfil carrega neste momento
A política, registrada em agosto de 2026, foi aplicada retroativamente à data de 02/01/2026 com os dados daquele dia, e desde o registro é marcada a mercado todo dia útil. São estes os ativos de hoje. O que vem depois nesta página é arquivo.
O ano corrente, contra a faixa projetada em janeiro
A faixa foi calculada no primeiro pregão de 2026, com dados anteriores a ele, e não se move. O que anda é o resultado, que o acompanhamento diário reescreve. A comparação é por pregão decorrido: em agosto o realizado é comparado com a faixa de agosto.
O que cada perfil carregou, ano a ano
Toda posição de toda decisão, com o que era conhecido em janeiro e, separado, o que aconteceu depois. Troque de perfil e de ano para conferir qualquer uma das onze decisões.
Por que 12, 8 e 5 emissores?
O número de emissores é o dial de concentração da escada, e foi medido, não chutado: cinco nomes têm o maior retorno bruto da grade. Vinte têm o melhor retorno por unidade de risco e o pior ano mais brando, mas os nomes além do quinto são 0,93 correlacionados com os cinco primeiros, então a cesta larga compra proteção idiossincrática, não proteção de mercado. O conservador carrega 12 para diluir o risco de um nome. O arrojado carrega 5 porque aceita concentração em troca de retorno. Nenhum setor da CVM passa de três emissores. Os valores são declarados no registro da política e não mudam até 2027.
Por que o retorno seguinte fica numa coluna à parte
Score, retorno de doze meses e volatilidade eram observáveis na data da decisão. O retorno do ano seguinte não era, e é o único número que a regra não podia ter usado. Exibi-lo na mesma faixa dos outros apagaria exatamente a fronteira que o método existe para defender, e é assim que uma carteira retrospectiva passa a parecer melhor do que foi.
Eventos antes da reação dos preços
A cada 12 horas, o sistema consolida documentos oficiais e notícias, elimina repetições e prioriza o que exige revisão humana. O radar não altera pesos e não participa do sinal de proteção.
A regra que os manuscritos documentam
Tudo abaixo pertence à política anterior, a seleção aninhada de cinco nomes, sem perna global. Fica publicado porque história não se reescreve. Não descreve nenhum perfil vigente.
TODAS AS DECISÕES 2015 a 2025 · a série dos manuscritos
O que estas tabelas não provam
- A janela 2015 a 2025 também orientou fatores e restrições. É amostra de desenvolvimento, não teste prospectivo.
- A camada de proteção foi desenhada depois das crises presentes na amostra e reage com uma sessão de atraso. O resultado de 2020 não é evidência prospectiva.
- Cerca de um terço do retorno da perna global veio da desvalorização do real. É uma posição em dólar sem proteção cambial, e num período de real forte a contribuição se inverte.
- O teto de três emissores por setor é restrição de governança, não melhoria: onde age, custou 0,15 ponto ao ano e não melhorou o Sharpe em nenhuma configuração medida.
- A cesta larga não protege de queda de mercado: ela reduz o risco de um nome isolado. O pior ano não melhorou ao passar de cinco para vinte emissores.